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Judiciário bate recorde: R$146,5 bi; gasto sobe 5,5% em 2024 e renova recorde

As despesas totais do Poder Judiciário chegaram a R$ 146,5 bilhões em 2024, alta de 5,5% sobre 2023 e novo recorde da série histórica (iniciada em 2009), segundo o relatório Justiça em Números, do CNJ. A Justiça Estadual concentrou a maior fatia: R$ 91,6 bilhões (62,6% do total), com 181 mil servidores.
Na sequência aparecem a Justiça do Trabalho (R$ 25,5 bilhões17,4%, 39,3 mil servidores), a Federal (R$ 15,9 bilhões, ~10,9%, 27,6 mil) e a Eleitoral (R$ 8 bilhões, ~5,5%, 23 mil). Os demais ramos e órgãos superiores somaram cerca de R$ 5,5 bilhões (~3,8%).

O levantamento confirma a trajetória de alta desde 2021 e realimenta o debate sobre custo, eficiência e priorização no sistema de Justiça. Para Estados e União, a conta cresce em um contexto de restrição fiscal, enquanto sociedade e setor produtivo cobram entregaprodutividade e celeridade processual compatíveis com a expansão do gasto.

O que os números indicam

  • Concentração de despesa na Justiça Estadual, onde estão o maior volume de demandas e de pessoal;
  • Peso relevante da Justiça do Trabalho no orçamento agregado, ainda que com quadro menor;
  • Espaço para ganhos de eficiência via digitalização, gestão por desempenho e metas claras de produtividade.

Mais despesa sem contrapartida visível em tempo de tramitaçãoexecução de decisões e redução de estoque pressiona o contribuinte e encarece o ambiente de negócios. Para o produtor rural, a indústria exportadora e o pequeno empresário, Justiça mais cara e lenta significa incerteza prolongada e risco jurídico maior — custo que, no fim, volta em preço e menos investimento.

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